Brasil é o terceiro país com maior número de novos unicórnios em 2019

Brasil é o terceiro país com maior número de novos unicórnios em 2019

Ebanx, Gympass, Loggi, QuintoAndar e Wildlife. É com essas cinco empresas que o Brasil conquistou o terceiro lugar no ranking de paíseis com maior número de novos unicórnios em 2019.

O levantamento, realizado pelo site de notícias Crunchbase, revela que, ao todo, 142 companhias ao redor do mundo se juntaram à lista de unicórnios em 2019. Essas empresas levantaram US$ 85,1 bilhões  —  abaixo dos US$ 139 bilhões captados por novos unicórnios em 2018 e dos US$ 93,8 bilhões de 2017.

A primeira posição do ranking é dos Estados Unidos, que encerra 2019 com 78 novas empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. O segundo lugar ficou com a China, que teve 22 novos unicórnios. Empatado com o Brasil no terceiro lugar está a Alemanha.

Os setores que mais criaram unicórnios ao redor do mundo foram os de serviços financeiros, varejo, dados e analytics, transportes, applicativos em geral e saúde.

No Brasil, o número de unicórnios criados em 2019 é o mesmo de 2018. No ano passado as cinco startups a entrar na lista foram o aplicativo de transportes 99, as empresas de meios de pagamento PagSeguro e Stone, a prestadora de serviços financeiros Nubank e o aplicativo de delivery iFood.

O mercado brasileiro tem atraído a atenção de fundos de venture capital de todo o mundo. O grande destaque é o conglomerado japonês Softbank. Em 2019, a instituição anunciou a criação de um fundo de US$ 5 bilhões voltado exclusivamente para aportes na América Latina.

Só no Brasil o SoftBank realizou aportes em oito startups em 2019 — três delas se tornaram unicórnios (o aplicativo de entregas Loggi, a startups de aluguéis QuintoAndar e o aplicativo de academias Gympass).

A empresa de jogos Wildlife recebeu investimento do fundo norte-americano Benchmark Capital, investidora de negócios como Instagram e Snapchat, e a startup de meios de pagamento Ebanx recebeu rodada de investimentos liderada pelo fundo FTV Capital.

Fonte: InfoMoney

Dono da Centauro compra Nike no Brasil e será único distribuidor da marca

Dono da Centauro compra Nike no Brasil e será único distribuidor da marca

Negócio custará ao grupo varejista SBF 900 milhões de reais

O Grupo SBF, dono da varejista de material esportivo Centauro, comprou a operação da Nike no Brasil. Com a aquisição, a varejista se torna distribuidora exclusiva dos produtos Nike no varejo online e físico no país por um período de dez anos.

A aquisição custará ao SBF 900 milhões de reais. O valor está sujeito a ajuste, conforme o grupo informou em comunicado ao mercado financeiro. A compra da subsidiária brasileira da Nike inclui o estoque e as lojas, mas não direitos de propriedade intelectual sobre a marca.

Agora, o Grupo SBF passa a atuar como uma holding, com a Centauro e a Nike do Brasil como unidades de negócios separadas. Pedro Zemel, presidente da Centauro, assume como presidente da holding.

Especializada em artigos esportivos, a marca Nike continuará sendo distribuída a outros varejistas no Brasil, embora ainda não tenha ficado claro os termos desses contratos a partir de agora. A Nike já tinha desde 2017 um contrato preferencial com a Centauro, de modo que os produtos chegavam primeiro na varejista antes de concorrentes (como a Netshoes, que desde o ano passado pertence ao Magazine Luiza).

Além da distribuição por meio de outras redes de varejo, a Nike tem 24 lojas no Brasil e 15 lojas de parceiros, que agora serão da nova holding.

“Nos últimos anos, fizemos uma série de investimentos em diversas frentes e, principalmente, em tecnologia e multicanalidade, o que nos possibilitou avançar expressivamente no nosso setor e nos transformar em uma plataforma do esporte. Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de servir ainda mais a comunidade esportiva por meio de uma marca tão poderosa. Seguimos comprometidos com a missão de aprimorar o ecossistema do esporte no nosso país através de diferentes caminhos e modelos de negócios”, disse Zemel em comunicado.

Com a notícia, as ações do Grupo SBF subiram mais de 11% logo após o anúncio pela manhã e ao longo de toda a tarde desta quinta-feira, negociada acima de 48 reais.

O que a Centauro tem a ganhar

A compra é vista como uma parceria estratégica por especialistas em varejo. “O grupo dono da Centauro será fornecedor de todo mundo que quiser comprar Nike, que é a marca predileta dos brasileiros. E ainda vai ter o privilégio de fazer lançamentos de produtos e categorias na plataforma deles. É uma grande sacada”, afirma Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores. Com a compra, a Nike do Brasil passa a ter, por meio da Centauro, a possibilidade de ter maior acesso aos dados de seus clientes, o que é cada vez mais importante para o desenvolvimento dos negócios das marcas no varejo. “O grande futuro do varejo está nos dados do consumidor”, afirma Tozzi. O Grupo SBF afirma que ainda não tem planos concretos nesse sentido.

A Nike é a maior marca de artigos esportivos em operação no Brasil. A americana tem 21,9% de participação nesta categoria no mercado brasileiro, enquanto a rival alemã Adidas tem 17,3%, segundo a empresa de inteligência de mercado Euromonitor. Em seguida vem a japonesa Asics (6% do mercado nacional), a brasileira Vulcabrás Azaléia (5,6%) e a japonesa Mizuno (5,5%). O segmento de moda esportiva teve receita de 24,5 bilhões de reais em 2019.

O movimento feito pelo Grupo SBF não é isolado. Recentemente, a fabricante de calçados Arezzo comprou a operação no Brasil da americana Vans, famosa pelos tênis, por 50 milhões de reais. Uma das vantagens da transferência da operação de uma marca global para um player local é aproximar mais essa estrangeira do cliente brasileiro. A aquisição na Nike pelo Grupo SBF acende um alerta para as marcas concorrentes da Nike, na visão de Mauro Nomura, master franqueado da Adidas no Brasil. “O principal impacto para as concorrentes é que a gestão da Nike no Brasil ficará mais ágil e a marca deve ganhar valor”, diz.

O Grupo SBF vinha de uma novela que marcou o ano de 2019 no varejo, quando o varejista disputou (e perdeu) a compra da concorrente Netshoes com o Magazine Luiza. A Netshoes, que quase quebrou após sucessivos prejuízos, terminou vendida ao Magalu por 115 milhões de dólares. O SBF chegou a fazer uma oferta maior, de 127 milhões de dólares, mas a proposta foi rejeitada – à época, EXAME apurou que havia uma resistência do fundador da Netshoes, Marcio Kumruian, em vender sua empresa para a principal concorrente.

Desde então, o Grupo SBF vem se esforçando para mostrar que é capaz de vencer no varejo mesmo sem a Netshoes. Uma das principais tacadas veio em outubro, quando anunciou uma parceria com a B2W – dona de Submarino, Americanas.com e Shoptime – para vender seus produtos no site da Americanas.com, mas com logística e plataforma próprias, o que chamou de “marketplace diferenciado”. No dia do anúncio, as ações do SBF chegaram a subir 5%, com analistas de mercado animados pela exposição dos produtos da Centauro na vitrine online da Americanas.

O Grupo SBF também vem sendo elogiado pela estratégia multicanal, com boa integração entre lojas físicas e comércio eletrônico. Essas medidas fizeram os investidores continuarem apostando no grupo, cujas ações avançaram mais de 250% desde que abriu capital na bolsa, em abril.

Fonte: Revista EXAME

Fusões e aquisições atingem número histórico no país em 2019

Fusões e aquisições atingem número histórico no país em 2019

Foto: Valdir Augusto Assunção, sócio da PwC Brasil líder das Operações no Interior Paulista.

O mercado brasileiro foi surpreendido com o anúncio de 912 transações no país em 2019, maior volume histórico acumulado, segundo levantamento mensal feito pela PwC Brasil sobre o mercado de Mergers and Acquisitions (M&A). O recorde da série histórica era de 879 transações, registrado em 2014.

O volume alcançado em 2019 é 14% superior à média dos melhores anos (803 transações de 2010 a 2015) e 39% superior ao volume de 2018 (658). Apenas em dezembro último, o número de anúncios foi 114,97% superior ao mesmo mês de 2018 (58), evidenciando o forte crescimento do mercado de M&A em 2019 e a tendência para 2020.

Dentre as 912 fusões e aquisições anunciadas em 2019, 416 tiveram valor divulgado, totalizando US$ 63,8 bilhões e ultrapassando em US$ 27 bilhões o montante divulgado em 2018 (US$ 36,8 bilhões). Do total anunciado, 8 apresentaram valor de compra acima de US$ 1 bilhão, somando US$ 33 bilhões.

As transações de até US$100 milhões representam 79% das 416 cujos valores foram divulgados, sendo as maiores responsáveis pela alta de operações com valor aberto em relação a 2018. Já as de médio porte representam 19%.

A Região Sudeste consolidou 65% do interesse dos investidores nos negócios anunciados. Com 596 transações no ano de 2019, apresentou aumento de 35% em comparação ao ano anterior (441). Apenas em dezembro, foram anunciadas 75 transações, incremento de 103% em comparação ao mesmo período do ano passado (37).

Interior paulista

O Estado de São Paulo representou 51% das transações anunciadas até dezembro de 2019, com 466 operações (ante 311 em 2018) –, sendo 402 na Região Metropolitana de São Paulo e 64 no Interior de São Paulo. “Entre elas está a YDUQS, holding de ensino superior (ex-Estácio), que anunciou a aquisição da UniToledo, centro universitário de Araçatuba, pelo valor de R$ 102,5 milhões. Já na Região Metropolitana de Campinas (RMC), por exemplo, foi a Hapvida, grupo brasileiro do setor de saúde, que anunciou em dezembro a aquisição da Medical Medicina Cooperativa Assistencial, empresa que possui uma carteira de plano de saúde e um hospital próprio em Limeira (SP), pelo valor de R$ 294 milhões”, diz Valdir Augusto Assunção, sócio da PwC Brasil líder das Operações no Interior Paulista.

Tecnologia da Informação

O setor de Tecnologia da Informação (TI) terminou o ano de 2019 na liderança, com 258 transações anunciadas, crescimento de 84% em relação a 2018 (140 transações), representando 29% do total transacionado. Entre os exemplos que se destacaram em 2019, estão o do fundo norte-americano Fintech Collective, junto com a brasileira Monashees e a startup Contabilizei, que realizaram aporte no valor de US$ 10 milhões na Rebel, fintech brasileira de empréstimos; e da Full Track Alliance, plataforma de logística da China, que realizou um aporte de valor não anunciado na TruckPad, desenvolvedora brasileira de plataforma digital que conecta caminhoneiros a fretes de transportadoras.

Em segundo lugar, ficou o setor de Serviços Auxiliares, com 73 transações, crescimento de 26% em comparação a 2018 (58 transações) – ou 8% do total transacionado. Em terceiro, o de Serviços Públicos, com 70 transações, aumento de 32% em relação a 2018 (53 transações).

Investidores estrangeiros

Em 2019, houve elevação de 51% do interesse de investidores nacionais (com 589 transações), comparado ao ano de 2018, quando os investidores nacionais concretizaram 389 transações. No ano de 2019, as operações envolvendo investidores nacionais representam 68% do total de aquisições e compras anunciadas.

Com 273 transações realizadas no ano de 2019, os investidores estrangeiros progrediram 18% em relação ao ano 2018, quando foram registradas 231 transações. “Esse crescimento demonstra que os investidores estrangeiros voltaram a ver o País como um atrativo destino para os seus investimentos”, afirma Assunção.

Estados Unidos, Japão e França foram responsáveis por 45% do total de operações envolvendo capital estrangeiro. Os EUA ficaram com 33% do total (95), volume 17% superior em comparação a 2018 (81); o Japão com 7% do total ou 20 transações (em 2018 foram 7); e a França com 5% do total ou 16 (em 2018 chegou a 23).

Na PwC, o propósito é construir confiança na sociedade e resolver problemas importantes. A PwC é um Network de firmas presente em 157 países, com mais de 276.000 profissionais dedicados à prestação de serviços de qualidade em auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria de negócios e assessoria em transações.

Fonte: Panorama de Negócios

Primeiro semestre de 2019 fecha com 551 transações e 116 bilhões de reais movimentados

Primeiro semestre de 2019 fecha com 551 transações e 116 bilhões de reais movimentados

BRASIL
RELATÓRIO TRIMESTRAL

2T 2019

 

  • Primeiro semestre fecha com 551 transações, queda de 6,6% comparado ao mesmo intervalo de 2018
  • Segmento de Private Equity movimenta 12,4 bilhões de reais no primeiro semestre, alta de 62,5%

 

No primeiro semestre o volume financeiro de fusões e aquisições no mercado brasileiro somou R$ 116 bilhões, o que representa um aumento de 4,9% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. De janeiro a junho foram registradas 551 transações, queda de 6,6%. O subsetor mais ativo, mantendo tendência iniciada em 2014, foi o de Tecnologia. No ano, foram 136 operações, alta de 11% sobre o mesmo período do ano anterior. Destas, 69 foram anunciadas no segundo trimestre do ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A conclusão da venda de 90% da participação da Petrobras na Transportadora Associada de Gás (TAG) para o grupo formado pela francesa Engie e pelo fundo canadense de pensão Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) foi eleita pelo TTR como a transação de destaque no trimestre. O valor da transação foi de 33,5 bilhões de reais, sendo aproximadamente dois bilhões destinados à liquidação da dívida da TAG com o BNDES.

A Petrobras contou com a assessoria do Banco Santander e do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. O Citi Bank foi o assessor financeiro escolhido pelas partes compradoras. As sociedades Jones Day, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel Advogados e BMA – Barbosa Müssnich Aragão foram, respectivamente, os consultores legais e de compliance da Engie. Tauil & Chequer Advogados Associado a Mayer Brown representou o fundo canadense CDPQ.

 

Lemann investe em três unicórnios brasileiros: Stone, Movile e Brex

Lemann investe em três unicórnios brasileiros: Stone, Movile e Brex

Foto: Jorge Paulo Lemann: é importante treinar pessoas para manterem a cultura das empresas vivas. “Se você acha que vai ficar aqui para sempre, está errado.” (Divulgação/Divulgação)

Depois de investir em gigantes como a lanchonete Burger King e a fabricante de bebidas AB Inbev, o megainvestidor Jorge Paulo Lemann está apostando no crescimento de três empresas brasileiras iniciantes, chamadas de startups. São elas a adquirente Stone, a holding Movile (dona do iFood) e a novata de cartões de crédito Brex.

A princípio, pode não parecer, mas essas companhias têm semelhanças. As três são unicórnios – como são chamadas as startups que atingiram mais de 1 bilhão de dólares em valor de mercado – e atuam em mercados bem diferentes dos que Lemann costuma investir com seus sócios, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, por meio da gestora 3G Capital. “Tem que se adaptar, né?”, questiona o megainvestidor, em evento da corretora XP, em São Paulo, neste sábado (6).

Aos 79 anos, Lemann diz que tem a tarefa de transmitir a cultura organizacional para os mais jovens que vão continuar liderando as empresas investidas, como a fabricante de alimentos Kraft Heinz. “O sonho grande ajuda a manter as pessoas unidas, mas também é importante ter poucas metas e metas claras. No entanto, chega um momento que você tem que ter certeza de que as pessoas vão dar continuidade a essa cultura. Até porque se você acha que vai ficar aqui para sempre, está errado”, afirma. “É necessário ‘criar’ pessoas que eventualmente vão liderar mais que você.”

Mas esse movimento de treinar pessoas não é uma via de mão única. Lemann também aprende com os mais jovens e com as novas tecnologias. “Tenho amigos importantes que sempre se encontram para observar passarinhos nos Estados Unidos. À noite, as conversas são sempre sobre a beleza do canto dos pássaros. Fiquei uns cinco anos sem fazer esse programa. Fui recentemente com eles e as conversas foram sobre os dados estatísticos da migração dos pássaros. Até olhar passarinho agora se baseia em dados”, afirma, dando uma risada – acompanhada pelo público. “Estou tentando correr atrás dessas novidades.”

Fonte: EXAME | Natália Flach

Liderado pelo SoftBank, Creditas recebe aporte de US$ 231 milhões

Liderado pelo SoftBank, Creditas recebe aporte de US$ 231 milhões

Foto: Sergio Furio, fundador da Creditas: “Acreditamos que os juros no Brasil podem ser mais baixos” (Creditas/Divulgação)

A fintech brasileira Creditas, especializada em empréstimos com garantia de imóveis e automóveis, receberá um aporte de 231 milhões de dólares. O contrato acaba de ser fechado, e a rodada de investimentos avaliou a empresa em um valor de 750 milhões de dólares. O valor foi capitaneado pelo fundo japonês SoftBank, que investirá 200 milhões de dólares.

O restante ficou a cargo dos fundos que já são parceiros da fintech: o sueco Vostok Emerging Finance, o britânico Amadeus Capital e o Santander Innoventures, ligado ao banco espanhol.

“Acreditamos que os juros no Brasil podem ser mais baixos e, com este investimento planejamos acelerar o processo de melhorar a vida de mais brasileiros”, afirma Sergio Furio, presidente e fundador da Creditas.

Com o dinheiro, a empresa se prepara para ir às compras e entrar em novos mercados. EXAME apurou que um dos primeiros alvos deve ser empresas que estão criando programas de empréstimo consignado para a iniciativa privada. Além disso, a Creditas deve partir para mercados como financiamento de automóveis e de residências.

Para que os planos saiam do papel, a Creditas investirá cerca de 70 milhões de dólares do total arrecadado em tecnologia, o que deve aumentar a sua equipe especializada na área de 150 para 500 pessoas. Uma quantia similar será direcionada para expandir a base de clientes da companhia.

A empresa não divulga o faturamento, mas Furio afirma que a Creditas cresceu cinco vezes em 2018 e espera triplicar as receitas neste ano.

Antes desse investimento, a Creditas havia recebido 83 milhões de dólares em aportes desde a sua fundação. O carro-chefe sempre foi o empréstimo com garantia de imóveis e de carros. Recentemente, a empresa reduziu os juros cobrados nestas modalidades de 1,09% para 0,99% mensais, no caso de imóveis, e de 1,69% para 1,59% em crédito que tenha automóveis como garantia.

SoftBank abre a carteira

O aporte milionário do SoftBank na Creditas foi o quarto anunciado pelo fundo japonês após a criação de um fundo de 5 bilhões de dólares para a América Latina, em março. Antes da Creditas, o aplicativo colombiano de entregas Rappi captou 1 bilhão de dólares, o marketplace de academias brasileiro Gympass captou 300 milhões de dólares e a startup de logísticas Loggi, 150 milhões de dólares.

Em 2017, o aplicativo de transportes 99 recebeu 100 milhões de dólares do fundo japonês.

“O SoftBank Latin America Fund investe nas empresas baseadas em tecnologia mais disruptivas e inovadoras da região. A Creditas é o exemplo perfeito”, diz Marcelo Claure, COO do Grupo SoftBank e CEO do SoftBank International.

Em entrevista recente a EXAME, o bilionário japonês Masayoshi Son, dono do conglomerado de tecnologia, telecomunicações e internet SoftBank afirmou que enxergava muito espaço para novos aportes na América Latina.

“A região há tempos recebe investimentos bem abaixo da média, do ponto de vista de um fundo de capital de risco em tecnologia. Isso representa uma grande oportunidade para se associar a empreendedores talentosos em mercados historicamente com falta de capital e de ambição. Nosso plano é mudar tal quadro drasticamente”, afirmou.

Fonte: EXAME | André JankavskiNatália Flach

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