Procura-se (para ontem!) candidatos a “novo Buscapé”

Procura-se (para ontem!) candidatos a “novo Buscapé”

Legenda: Romero Rodrigues, sócio da Redpoint e.ventures (Fábio Sarraf/Revista EXAME)

Os principais fundos especializados em startups captaram quase 2 bilhões de reais para investir aqui – só falta uma grande história de sucesso

São Paulo – Aos 39 anos, o paulistano Romero Rodrigues é uma espécie rara — raríssima — no ecossistema empreendedor brasileiro. No já longínquo (para os padrões da internet) ano de 2009, Rodrigues vendeu sua empresa, o comparador de preços Buscapé, ao grupo sul-africano Naspers por 342 milhões de dólares. O negócio representou uma espécie de símbolo do potencial do mundo digital brasileiro.

Rodrigues, que fundou a empresa aos 21 anos com três amigos de faculdade, virou o exemplo a ser copiado por uma geração de empreendedores que pretendem criar o novo Buscapé. Mas, entra ano, sai ano, Rodrigues vai consolidando seu status de avis rara: onde está o novo Buscapé? Se está difícil responder, a razão é simples: apesar de tanto auê, de tanta startup surgida no Brasil nos últimos anos, até hoje ela não pintou.

Há pouco mais de um ano, Rodrigues decidiu se juntar a um grupo de investidores cujo objetivo é, justamente, encontrar o novo Buscapé — ou, no jargão hoje em voga no Vale do Silício, o “unicórnio”, como são conhecidas as empresas de tecnologia que valem mais de 1 bilhão de dólares. Ele se tornou sócio da Redpoint e.ventures, empresa especializada em investir em startups de tecnologia.

Ao lado da brasileira Monashees e da argentina Kaszek Ventures, a Redpoint forma a elite dos fundos de venture capital que operam no Brasil. Esses três fundos são sócios de 108 empresas brasileiras. Estão no grupo marcas conhecidíssimas do público, como o aplicativo de táxis 99, a empresa de cartões de crédito Nubank e o site de busca de imóveis VivaReal — além de praticamente todas as líderes do comércio eletrônico nacional, da Netshoes à Movile.

Juntos, esses três fundos levantaram quase 2 bilhões de reais para encontrar os “unicórnios” brasileiros. Outros fundos de menor porte captaram mais 500 milhões de reais. “O Brasil tem hoje empreendedores mais bem preparados e existe uma rede de apoio para eles, formada por escritórios coletivos, aceleradoras e até outros empresários dispostos a dar treinamento aos iniciantes”, diz Rodrigues. Só falta, portanto, que um deles se torne o novo Buscapé: apesar de tantos investimentos, esses fundos ainda não conseguiram vender suas empresas. Mas estão longe de desistir.

A chegada de dinheiro pesado coincidiu com uma multiplicação de start-ups de tecnologia no país. Houve, nos últimos anos, uma conjunção de fatores que possibilitam a atual onda de empreendedorismo digital. A massificação da internet móvel e seus aplicativos, as mudanças nos meios de pagamento e na relação do brasileiro com o dinheiro, a crise econômica que deixou mão de  obra qualificada sem emprego.

Segundo um levantamento da ABStartups, que reúne dados sobre o setor, o número de startups de tecnologia no país cresce 30% ao ano. Hoje existem 4 200. A brasileira Monashees, fundada por Eric Archer (ex-McKinsey) e Fabio Igel (herdeiro da família que controla o grupo Ultra), recebe quase 1 000 mensagens mensais de empreendedores querendo dinheiro, contatos ou ajuda. Seus 20 funcionários fazem uma primeira triagem e, caso o projeto realmente pareça promissor, o dono da empresa é chamado para fazer uma apresentação. Atualmente, a Monashees investe em 44 empresas.

No ano passado, a Redpoint de Romero Rodrigues analisou 1 300 investimentos e só liberou cheques para 11 empreendedores. A Kitado, empresa que ajuda consumidores a renegociar dívidas, levou 50 “nãos” de potenciais investidores no primeiro ano da empresa. “Fizemos dezenas de apresentações e, depois de tantas negativas, decidimos mudar o produto”, diz Alexandre Lara, cofundador da Kitado. No início, o plano era criar um site que permitisse que os consumidores renegociassem suas dívidas com bancos. Após as críticas, decidiram oferecer aos bancos um serviço eletrônico de cobrança de dívidas com clientes. Com a mudança, conseguiram atrair a Monashees.

Como apoiam empresas em estágio inicial, funcionam como tutores. “Eu não conhecia nada no Brasil, e os fundos ajudaram até a achar babá para meu filho recém-nascido. Eles querem que você só se preocupe em fazer o negócio dar certo”, diz o americano Brian Requarth, cofundador da VivaReal, plataforma de imóveis fundada em 2009 que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores a consumidores e recebeu 170 milhões de reais de investimento de cinco fundos e investidores individuais.

Para minimizar as distrações, alguns investidores oferecem serviços administrativos, jurídicos, contábeis e de recursos humanos mais baratos às empresas em que investem, além de negociar no atacado os serviços de operadoras de internet e empresas de armazenamento de dados em nuvem. “É só pagar. Assim, economizamos um tempo valioso para quem está tirando uma empresa do chão”, diz Tallis Gomes, fundador da empresa de transporte Easytaxi e hoje presidente da Singu, aplicativo de serviços de beleza.

Perder é do jogo

Fundos como esses sabem que vão perder dinheiro com a imensa maioria de seus investimentos. É da natureza do jogo — a esperança é encontrar uma ou duas empresas que multipliquem o dinheiro investido centenas de vezes. “Para compensar o risco, esse negócio bem-sucedido precisa ser excepcional”, diz Humberto Mastuda, conselheiro da Abvcap, associação que reúne fundos de private equity e venture capital. Por isso, os fundos procuram empresas que tenham grande potencial de crescimento, e é mais fácil achá-las no mercado de tecnologia — uma startup que lança um aplicativo, site ou software inovador pode multiplicar o faturamento em poucos anos.

Os fundos também consideram outra característica essencial: que os donos trabalhem na empresa, conheçam a fundo seu mercado e estejam buscando um sócio minoritário, e não alguém que queira comprar todo o negócio. “Isso é tão importante quanto o produto. Precisamos acreditar que os donos estão comprometidos com o crescimento”, diz Nicolas Szekasy, sócio do Kaszek.

Lucro costuma ser uma das últimas coisas que os fundos olham quando decidem colocar dinheiro numa startup. Segundo a lógica desse mercado, os primeiros anos são o momento de investir para inventar um produto ou serviço inovador e conquistar o maior número possível de clientes. Foi o que aconteceu com Amazon e Facebook antes de se tornarem algumas das maiores companhias do mundo — e ainda é o caso do aplicativo de transportes Uber, que, apesar de ser avaliado em cerca de 60 bilhões de dólares, teve prejuízo de 2 bilhões de dólares no ano passado.

Quando essas empresas passam a faturar alguns bilhões ou o ritmo de crescimento diminui, seus donos passam a se preocupar com rentabilidade — ou decidem vender o negócio para quem saiba fazer isso. É nessa hora que os fundos vendem. Isso quando tudo dá certo.

Onde estão as histórias de sucesso? Por enquanto, não há nenhuma nessa última onda de startups. Os fundos dizem que ainda estão na “fase de investimento”, ou seja, que as empresas de que são sócias ainda não estão maduras o bastante para uma venda. Quase 90% dos aportes de Monashees, Kaszek e Redpoit aconteceram depois de 2012 — e, em geral, os investidores têm um prazo de oito a dez anos para revender as participações em empresas e dar retorno a seus cotistas.

Num país como o Brasil, porém, isso nem sempre é fácil. A bolsa poderia ser uma alternativa, mas abrir o capital, que já é difícil para grandes companhias, é complicadíssimo para as de menor porte, porque há poucos investidores dispostos a investir em empresas com poucas ações negociadas. Até agora apenas duas empresas fizeram ofertas de ações no segmento que a BM&F Bovespa criou especialmente para esse público, o Bovespa Mais, que tem regras mais flexíveis de listagem (publicar balanço em jornal, por exemplo, não é obrigatório).

A solução é tentar replicar o sucesso do site de classificados argentino Mercado Livre, que abriu o capital na bolsa americana Nasdaq em 2007. Não é à toa que a varejista Netshoes, um dos mais fortes candidatos a “novo Buscapé” (ao lado de empresas como 99, Dafiti e Nubank, entre outras), flerta com sua abertura de capital nos Estados Unidos já há algum tempo. Quando a janela do mercado de capitais fecha — como aconteceu nos últimos quatro anos no Brasil —, as opções são vender a empresa para um concorrente ou mesmo para outro fundo maior.

Em 2010, a gestora Apax Partners comprou a empresa de tecnologia da informação Tivit do fundo Pátria e da Votorantim Novos Negócios. Há muito mais atividade no mercado das startups do que na época em que Romero criou e vendeu o Buscapé, e isso é uma ótima notícia. Unicórnios, ninguém encontrou até agora — mas a busca continua.

Fonte: Exame.com

Burger King Compra a Popeye

Burger King Compra a Popeye

Crédito: Divulgação/popeyes.com

A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, confirmou ontem a aquisição da rede de fast-food americana Popeyes. A RBI, controlada pela empresa de private equity 3G Capital, que tem entre seus sócios o brasileiro Jorge Paulo Lemann, vai pagar US$ 79 por ação, avaliando a Popeyes em US$ 1,8 bilhão.

A oferta representa um prêmio de 27% em relação ao preço médio de 30 dias até 10 de fevereiro, quando iniciaram as especulações sobre uma potencial venda da companhia. “Hoje, o Popeyes é uma das maiores redes de serviço rápido de frango do mundo, com mais de 2,6 mil restaurantes nos Estados Unidos e 25 outros países ao redor do mundo e a sua presença global complementará o portfólio existente da RBI de mais de 20 mil restaurantes em mais de 100 países e territórios”, informou a RBI em comunicado.

Após a conclusão da operação, prevista para abril, a Popeyes será administrada de forma independente nos Estados Unidos. A RBI planeja continuar a desenvolver a marca nos mercados americano e internacional nos próximos anos.

A Popeyes foi considerada um alvo atrativo porque há espaço para seu crescimento internacional, disse o CEO da RBI, Daniel Schwartz. “Não há razão para esta marca não multiplicar o seu tamanho”, disse ele, que pretende acelerar a expansão da Popeyes. Além desta, a RBI, tem em seu portfólio o Burger King e a rede de cafeterias canadense Tim Hortons.

A 3G Capital, que retirou no domingo proposta de compra da Unilever, por US$ 143 bilhões, abriu um novo fundo recentemente para o qual já captou US$ 10 bilhões, segundo o jornal “Financial Times”. Este fundo poderia captar mais US$ 5 bilhões em uma nova chamada entre seus investidores. A Unilever seria comprada pela Kraft Heinz, controlada pela 3G. Agora, a Kraft poderia olhar para Mondelez, General Mills, Colgate-Palmolive e Kimberly, entre outras. (Com agências internacionais).

Fonte: Valor Econômico

Gestão, Pessoas & Resultados

Gestão, Pessoas & Resultados

O conceito de gestão empresarial, principalmente, em empresas de médio e menor porte, nunca foi tão disseminado e discutido. São cursos, eventos, consultorias, encontros, mas afinal de contas o que é gestão empresarial? Nada mais é do que um conjunto de partes interligadas para atingir objetivos, ou seja, atingir resultados através da utilização de estratégias empresariais. Sem nenhuma pretensão de simplificar a importância e abrangência do conceito, vejamos os principais passos para aplicação de um modelo prático de gestão empresarial:

1º. Definir os objetivos estratégicos: É preciso deixar claro para todos  qual a visão de futuro da organização, aonde ela quer chegar.

2º. Elaborar e implementar as estratégias e metas a serem alcançadas: gerenciar uma empresa se faz com método, excelência e disciplina. É seguir procedimentos obsessivamente, com flexibilidade, adaptando-se de forma ágil às mudanças do setor e da economia.

3º. Alcançar e manter as metas: foco absoluto nos resultados com os recursos disponíveis. É preciso gerenciar e controlar continuamente.

Em outras palavras, o que chamamos de gestão estratégica empresarial é o que há décadas atrás o Peter Druker, guru da administração mundial, chamava de APO – Administração por Objetivos.

Mas por que grande parte das empresas, frequentemente, não conseguem executar ou alcançar o que foi planejado? Porque o que têm que ser feito nunca segue a naturalidade ou o bom senso. Gestão é resultado e não esforço. Por exemplo: O que é sucesso para o setor de emergência de um hospital? O número de pessoas que sobrevivem a ataques do coração ou a rapidez com que são atendidas? Ou alguma média que combine os dois? Já reparou como em boa parte do setor público a falta de mentalidade em gestão faz com que se coloque o foco no esforço e não no resultado? Esforço é irrelevante do ponto de vista gerencial. Para obter resultados, temos que traduzir propósitos em medidas de desempenho. É sempre mais fácil medir o que se faz, do que aquilo que você quer obter como resultado. É mais fácil, mas é medíocre.

Gerir um negócio é uma atividade complexa, um modelo de sucesso representa uma maneira melhor de fazer algo. É fazer a mesma coisa de forma diferente. Gerir uma empresa se faz com método, e alocar recursos escassos é a essência da gestão, suportar as dores que isso causa, também.

Para obter sucesso no gerenciamento dos negócios um dos principais desafios dos gestores é o desenvolvimento de pessoas, e a utilização destas, como diferencial competitivo. Afinal, o que é uma organização? Uma organização é essencialmente feita de pessoas e para pessoas. Gestão são sobre pessoas, atitudes, valores e as pessoas são ferramentas imprescindíveis e cada vez mais importantes. O que distingui um plano capaz de produzir resultados é a designação do pessoal-chave para liderar e trabalhar em tarefas específicas, e também, a adesão de todos em relação ao planejamento e missão da empresa. É fazer com que todos se sintam responsáveis e acreditem nos objetivos estabelecidos. Como se faz isso? Criando uma cultura participativa, de valorização, respeito e voltada para resultados.

Gestão é fazer acontecer, e as pessoas são a sua essência.

Autor: Marco Aurélio Rodrigues

Os maiores desafios na gestão de processos em 2015

Os maiores desafios na gestão de processos em 2015

A Holly Lyke-Ho-Gland (Gerente de programa de pesquisa) postou no blog da APQC (organização sem fins lucrativos e uma das principais defensoras do mundo de aferição de negócios, melhores práticas e investigação de gestão do conhecimento), um interessante artigo sobre os principais desafios de ‘Gestão de Processos’ para 2015 de acordo com uma pesquisa realizada em dezembro de 2014 com mais de 300 profissionais de excelência empresarial. O objetivo foi entender os desafios e as prioridades comuns para 2015.

A maioria dos entrevistados identificou a ‘Gestão de Processos’ como um dos seus três principais desafios para esse ano.
Veja os principais desafios para a ‘Gestão de Processos’ e algumas dicas simples para superá-los:

1. Conforme colocado os profissionais de excelência empresarial determinaram que a área foco, que está em 1º na lista de
prioridade, será a de ‘Gestão de Processos’ nesse ano;
Em 2º na lista, a área de ‘Gestão de Desempenho’;
Em 3º na lista, a área de ‘Gestão da Mudança’;
Em 4º na lista, a área de ‘Gestão da Qualidade’;
E em 5º e último na lista, a área de ‘Gerenciamento de Projetos’.

2. Os três principais Processos – desafios:
Os profissionais de excelência empresarial que participaram da pesquisa determinaram que em 1º lugar, desafios de governança no trabalho cross-functional;
Em 2º lugar, determinaram os desafios de liderança envolvente em Gestão de Processos;
Em 3º último lugar, determinaram os desafios deidentificar, priorizar e selecionar oportunidades de melhoria.

3. Dicas rápidas e melhores práticas:
Atribuir proprietários para cada processo cross-functional. A chave é atribuir a responsabilidade a um único indivíduo com capacidades de liderança e autoridade na organização;
– Fornecer relatórios regularmente para os executivos acompanharem os projetos de pequena escala e demonstrar através disso, o sucesso e o aumento do nível sênior de buy-in.
Criar um grupo central para gerenciar os esforços de melhoria. Um único grupo pode coordenar e fornecer um alto nível de oportunidades, além de ter uma visão objetiva de todas as iniciativas de melhoria que acontecem em uma organização de uma só vez.

Fonte: https://www.apqc.org/blog/2015-top-process-management-challenges