FDC - Family Business
Foto: Aderlei Frei | Sócio da VetBR e Minas Verde - Máquinas Agrícolas, Marco Aurélio | Trade Consulting e Daniela Bousas | A Serenata Instrumentos Musicais
🚀 Depois de ter assessorado mais de 300 empresas familiares em seus processos de profissionalização da gestão, implementação da governança e como Conselheiro independente, a cada nova experiência fico mais convicto de que o crescimento e longevidade de uma organização está intrinsicamente atrelado ao perfil e preparação de seus líderes - sócios/fundadores e ao seu modelo de negócio, por isso a importância das famílias empresárias pensarem os seus negócios, com a mesma intensidade, hoje e a médio/longo prazos.
Ontem na FDC – Fundação Dom Cabral, foi um momento para reforçar ainda mais esta crença ✅ Discutimos sobre os desafios e preparação da gestão, governança e sucessão das empresas familiares, que será a base para o novo Projeto da FDC ➡️ FAMILY BUSINESS.
Momento também de rever clientes que já atendemos (Aderlei e Daniela) e pessoas que muito aprendi em minha passagem pela FDC (Elismar).

Conselheiros que não possuem o conhecimento e habilidade necessários para entender os desafios específicos enfrentados pela empresa. Falta de competência em áreas-chave, como finanças, vendas, tecnologia, conformidade regulatória e principalmente experiência em gestão e governança corporativa. Isso pode levar a decisões erradas e a uma estratégia empresarial deficiente.
Conselheiros escolhidos sem critérios profissionais (familiar, amigo, executivo) que podem ter interesses pessoais ou financeiros que entram em conflito com os interesses da empresa. Isso pode levar a decisões que beneficiam os indivíduos em detrimento da empresa ou que prejudicam a reputação e a integridade da organização.
Conselho composto exclusivamente por indivíduos com experiências e perspectivas semelhantes, a capacidade da empresa de inovar e se adaptar a um ambiente em constante mudança é severamente comprometida, dificultando as tomadas de decisões mais robustas, podendo expor a empresa a riscos significativos e impedir seu crescimento sustentável.
Conselho que não acompanha o “timing” do ecossistema de atuação, especialmente em segmentos extremamente dinâmicos, como de tecnologia, mercado financeiro, educação, pode comprometer a trajetória da empresa, como observado claramente em cases conhecidos de organizações que lideraram e sucumbiram ⇒ Nokia, Blackberry, Blockbuster, Yahoo, Atari.
Conselhos de alta performance canalizam energia e a maior parte do seu tempo no ESTRATÉGICO. O Conselho não deve interferir em assuntos operacionais, mas deve ter a liberdade de solicitar todas as informações necessárias ao acompanhamento da gestão executiva e o cumprimento de suas funções, inclusive, a especialistas externos, quando necessário. “Nose in, hands out”.
Algumas empresas pagam o preço muito alto, pela dificuldade dos Conselhos de equilibrar a visão de futuro com os resultados de curto e médio prazos, necessários para tracionar os objetivos de longo prazo. É inegociável não desenvolver no presente um modelo de negócios que torne a empresa Sexy ⇒ lucrativa, em crescendo agressivo e sustentável, desejada e alinhada com o mercado e stakeholders.
Os conselhos somente desempenharam o seu papel se os controladores também se profissionalizarem, o que muitas vezes não acontece.
Quando os conselhos não compreendem a cultura da empresa, isso pode levar a uma série de consequências negativas como decisões desalinhadas com o propósito da organização, alocação de recursos financeiros, humanos e tecnológicos em iniciativas não conectadas com os valores da empresa, desmotivação do time, perda de Identidade corporativa. Se os conselhos não compreendem ou ignoram a cultura existente, isso pode levar à diluição da identidade da empresa e confusão sobre sua marca e propósito.
Boa parte dos Conselhos não contempla no budget da Companhia verbas para educação, treinamento e reciclagem dos Conselheiros. É importante que os Conselheiros estejam familiarizados e atualizados com os principais temas e boas práticas do mercado, como: ESG, governança, economia, liderança, fusões e aquisições, Funding, sucessão, enfim com as mudanças e tendência do mundo corporativo.
Conselhos que não conseguem explorar com profundidade os Comitês (RH, inovação, mercado, finanças, etc), e o pior, muitas vezes, nem investem ou desenvolvem os Comitês estratégicos de apoio ao Conselho. É um pecado! Pois geralmente os Comitês reúnem especialistas, executivos, líderes da organização, que conhecem profundamente a empresa, sua cultura e o mercado de atuação e deveriam ser uma das principais fontes de informações e orientações para suportar as análise e decisões do Conselho.
A Falta de uma Governança Corporativa eficaz impede o fortalecimento de alguns princípios imprescindíveis para operação e desenvolvimento do Conselho como transparência e prestação de contas. Além disso, a falta de transparência nas operações do Conselho pode minar a confiança dos stakeholders, levando a uma erosão da reputação da empresa e à perda de valor de mercado.



